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Exposição reelabora terror com obras de artistas LGBT+ em Fortaleza

ResumoA exposição 'Terror celestial', em cartaz no MAC Dragão em Fortaleza até 4 de outubro, reúne 24 artistas LGBT+ sob curadoria de Lucas Dilacerda. A mostra investiga como a comunidade reelabora o imaginário do terror como força criativa, organizada em três linhas curatoriais que exploram desde monstros até espionagem.

Com curadoria de Lucas Dilacerda, a exposição 'Terror celestial' reúne 24 artistas LGBT+ no MAC Dragão, em Fortaleza, até 4 de outubro. A mostra investiga como a comunidade reelabora o imaginário do terror como força criativa, em três linhas curatoriais que vão de monstros a espi

Natália Couto
Natália Couto Redatora de Comédia e Leve · 20 de julho de 2026
Exposição reelabora terror com obras de artistas LGBT+ em Fortaleza
6.6/10
VereditoCom curadoria de Lucas Dilacerda, a exposição 'Terror celestial' reúne 24 artistas LGBT+ no MAC Dragão, em Fortaleza, até 4 de outubro. A mostra investiga como a comunidade reelabora o imaginário do terror como força criativa, em três linhas curatoriais que vão de monstros a espi

Um museu em Fortaleza está propondo uma virada de chave no conceito de terror. Em vez de medo, a exposição "Terror celestial" transforma o imaginário de monstros e estranhamento em força criativa para a população LGBT+. A mostra abre neste sábado (18) no Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão) e segue até 4 de outubro, com 24 artistas de diferentes linguagens.

A exposição "Terror celestial" acontece no Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, a partir de 18 de julho até 4 de outubro. Reúne 24 artistas LGBT+ em três linhas curatoriais: Monstros e quimeras, Espiritualidade terrena e Terror das formas. A entrada é gratuita, com recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição.

Curador explica a relação entre terror e comunidade LGBT+

O curador Lucas Dilacerda disse à Agência Brasil que a proposta é abordar como a sociedade historicamente classificou pessoas LGBT+ como "anormais", "monstros" e "aberrações". "Essa violência começa a causar uma série de traumas e problemas psíquicos que se reverberam na vida adulta", afirmou. Para ele, a exposição investiga como os artistas reelaboram esse imaginário, transformando medo em produção artística.

Dilacerda analisou que o ser humano costuma descarregar medos inconscientes no "outro", projetando nele a imagem de "anormal" para se auto afirmar como "normal". Os filmes de terror são um exemplo dessa transfiguração do medo em monstros. "Na exposição, a gente vai encontrar figuras híbridas, quimerísticas, monstruosas, que destroem as fronteiras do ser humano", explicou.

Como a curadoria selecionou os artistas

Para chegar ao formato atual, Dilacerda realizou um mapeamento que reuniu quase 300 portfólios. Foram selecionados artistas com interseccionalidades de raça, território e geração, além de multiplicidade de linguagens. "É importante que mostre que não existe uma única cara de pessoas LGBT, que elas são diversas na sua multiplicidade", disse.

As três linhas curatoriais da exposição

A mostra é dividida em três eixos. A primeira linha, "Monstros e quimeras", apresenta obras que discutem a monstruosidade como aquilo que transcende o entendimento sobre humanidade. Os trabalhos revelam seres híbridos, místicos e fabulosos, com artistas como Davi Ângelo, Higo José, insiranomeaqui, Jonas Van, Juno B, Luciana Magno, Maurício Coutinho e Trojany.

A segunda linha, "Espiritualidade terrena", aborda a religião na vida de pessoas LGBT+. Se o cristianismo foi espaço de violência, a curadoria apresenta saberes de matriz africana, tradições populares e cosmovisões indígenas como local de cura. Participam Carnaval no Inferno, Darwin Marinho, Charles Lessa, Isadora Ravena, Georgia Vitrilis, Honório Félix, Nicolas Gondim, Pedra Silva e Sérgio Gurgel.

A terceira linha, "Terror das formas", parte do conceito de "terrorismo de gênero", terror como sinônimo de desobediência e criação de outras formas de existir. As obras de Antonio Breno, Bárbara Banida, Camila Albuquerque, Céu Vasconcelos, Gi Monteiro, Jonas Pinheiro e plantomorpho "assustam a gramática normativa das artes", segundo o curador.

Acessibilidade e diversidade de linguagens

A exposição conta com recursos de acessibilidade: textos em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação alternativa, acessíveis por QR Code ou com auxílio da equipe educativa. "Na exposição, a gente vai encontrar pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo, performance, objeto, instalação, com materiais como barro, cerâmica, giz, grafite, sal, terra, óleo e óxido de ferro", finalizou Dilacerda.

Perguntas Frequentes

Onde fica a exposição "Terror celestial"?

No Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza.

Quando começa e termina a mostra?

Abertura em 18 de julho e encerramento em 4 de outubro.

Quantos artistas participam?

24 artistas LGBT+ de diferentes linguagens.

Quais são as linhas curatoriais?

Monstros e quimeras, Espiritualidade terrena e Terror das formas.

A exposição tem acessibilidade?

Sim, com textos em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação alternativa via QR Code.

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