Crítica · Bastidores

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta

ResumoO Festival de Brasília do Cinema Brasileiro inicia sua 59ª edição nesta sexta-feira, após cancelamento e reconfirmação pelo governo do Distrito Federal em poucas horas. O evento registra recorde de 1.928 filmes inscritos, consolidando-se como uma das principais mostras do cinema nacional.

A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11) após cancelamento e reconfirmação em poucas horas pelo governo do DF. São 1.928 filmes inscritos, recorde do festival.

Natália Couto
Natália Couto Redatora de Comédia e Leve · 11 de setembro de 2026
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta
7.0/10
VereditoA 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11) após cancelamento e reconfirmação em poucas horas pelo governo do DF. São 1.928 filmes inscritos, recorde do festival.

A 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa nesta sexta-feira (11), às 19h30, no Cine Brasília, com o filme A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres. O evento havia sido cancelado e, poucas horas depois, reconfirmado pelo governo do Distrito Federal. O motivo alegado para o cancelamento foi falta de verba.

Foram quase 2 mil filmes inscritos, um recorde dentro do festival. Desses, mais de 70 foram selecionados em várias mostras. A programação inclui mostras competitivas de longas e curtas, mostras paralelas e sessões especiais para celebração de artistas e temáticas relevantes para o audiovisual brasileiro.

Entre as mostras, a sessão Vozes e Lutas reúne filmes notabilizados pela retratação de movimentos políticos e culturais relevantes. Um deles é Pontos de Partida, do cineasta Silvio Tendler, morto em setembro do ano passado.

A diretora-geral do festival, Sara Rocha, disse à Agência Brasil que as expectativas são as melhores possíveis. Ela destacou a presença importante de filmes de Brasília, com vínculos fortes com o Distrito Federal. Um exemplo é justamente A Pele Morta, concebido pelo diretor Geraldo Moraes, radicado em Brasília e morto em 2017, e resgatado e dirigido pelos seus filhos.

Outro destaque desta edição é levar episódios de uma série à tela do Cine Brasília. Três episódios de Delegado, série dirigida por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, serão apresentados em primeira mão no sábado (12), às 18h. A série é produzida por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, responsáveis pelo sucesso do cinema nacional no ano passado com O Agente Secreto.

Após receber 1.928 inscrições, selecionar a maior parte dos filmes e encaminhar toda a programação, a organização recebeu a notícia do cancelamento. A notícia se espalhou rapidamente na cidade, mobilizando a classe artística. Horas depois, a governadora Celina Leão publicou em suas redes sociais a determinação para que a Secretaria de Economia providenciasse os recursos necessários para o festival.

O festival nasceu em 1965 e, ao longo das décadas, consolidou-se como espaço de debate sobre o audiovisual brasileiro. Ele só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar. Durante a pandemia, foi realizado de forma virtual. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.

Sara Rocha celebrou o fato de o festival ser um patrimônio não cancelável, tombado formalmente e afetivamente, não só por Brasília, mas por todo o Brasil. A diretora-geral afirmou que a expectativa é superar o número de espectadores e abraçar todas as pessoas que fazem parte do festival, o público, os realizadores e toda a comunidade cultural, para celebrar o cinema brasileiro e fortalecer esse lastro a cada edição.

A programação completa está disponível no site oficial do festival.

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