Crítica · Bastidores

Projeto musical retorna ao Museu Nacional de Belas Artes após 8 anos

ResumoO projeto Música no Museu retorna ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, após oito anos, com a edição latino-americana do 21º RioHarpFestival. A abertura ocorre nesta quarta-feira (16), às 12h30, com recital do harpista argentino Walter Morato.

Depois de oito anos, o projeto Música no Museu volta ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, com a versão latino-americana do 21º RioHarpFestival. A abertura é nesta quarta-feira (16), às 12h30, com recital do harpista argentino Walter Morato.

Rodrigo Bianchi
Rodrigo Bianchi Especialista em Animação e Família · 16 de setembro de 2026
Projeto musical retorna ao Museu Nacional de Belas Artes após 8 anos
7.0/10
VereditoDepois de oito anos, o projeto Música no Museu volta ao Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, com a versão latino-americana do 21º RioHarpFestival. A abertura é nesta quarta-feira (16), às 12h30, com recital do harpista argentino Walter Morato.

Oito anos depois, o projeto Música no Museu volta ao lugar onde tudo começou: o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. A volta acontece com a versão latino-americana do 21º RioHarpFestival, aberta nesta quarta-feira (16), às 12h30, com um recital do harpista argentino Walter Morato. O festival segue até o dia 27 deste mês, com 23 concertos de harpistas e grupos do Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Chile e Uruguai.

O retorno coincide com a reabertura de três galerias do MNBA que estavam fechadas para reforma, e integra a programação da 1ª Semana de Arte do Rio de Janeiro. As últimas apresentações do projeto no museu ocorreram em 2018, quando a instituição iniciou o planejamento das obras, que levaram ao fechamento total do espaço em 2020. A reabertura gradativa só começou em setembro de 2025.

O que esperar desta edição

A abertura é no MNBA, mas a maior parte dos recitais ocorrerá no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Também estão previstas apresentações na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no Museu da Justiça, no Espaço Cultural da Marinha, no Palácio Tiradentes, no Liceu Literário Português e na Igreja Santa Cruz dos Militares. A programação completa pode ser conferida na internet.

Para quem vai com crianças, vale saber: harpa ao vivo tem um som suave e visualmente curioso, o que costuma segurar a atenção dos pequenos por um bom tempo. Ainda assim, é música instrumental, sem narração nem personagens. Sessões de recital costumam ser mais curtas que um concerto sinfônico completo, o que ajuda no planejamento. Se a criança for muito pequena, uma alternativa é começar pela apresentação de abertura, no museu, e ver como ela reage antes de emendar outros dias.

Uma história que começou em 1997

O Música no Museu foi criado em 1997 e, ao longo do tempo, se espalhou para outros museus do Brasil. "Começamos com uma apresentação mensal, depois foi semanal e fomos ampliando. Aí chegou ao Brasil de Norte a Sul, a cidades de países de todos os continentes, inclusive ao Carnegie Hall em Nova York", conta Sérgio da Costa e Silva, idealizador e diretor do projeto.

A ligação com o MNBA não termina aqui. "Vamos ter sempre uma apresentação mensal e vamos comemorar juntos em 2027 os 90 anos do Museu de Belas Artes e os 30 do Música no Museu", explica Costa e Silva.

A classificação indicativa é livre, mas o formato pede um mínimo de concentração. Para uma criança de 4 ou 5 anos, pode ser mais interessante uma visita curta ao museu antes ou depois do recital, aproveitando as galerias reabertas. Já para um filho pré-adolescente, o repertório latino-americano com harpistas de seis países rende conversa em casa. programação cultural gratuita no Rio

Se a ideia é apresentar música clássica à família sem compromisso longo, esta edição do RioHarpFestival serve como porta de entrada. como escolher concertos para crianças

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